O Sebrae e o Banco
do Brasil anunciam para o início de 2007 a
distribuição de um ERP (sistema de gestão
integrada) gratuitamente. Enquanto isso, as
empresas, especialmente de pequeno e médio
portes, que necessitam trabalhar com uma
ferramenta do gênero, têm à disposição um
software e também gratuito, que está no mercado
já há seis anos, oferecido pela empresa
paranaense Koinonia Software.
O software, chamado
Hábil, já teve, segundo o diretor da Koinonia
Eldinei Viana, perto de 3,7 milhões de cópias
gratuitas distribuídas desde que foi lançado.
Conforme pesquisa feita com 22 mil usuários do
programa, 57% são micros/pequenos empresários e
profissionais liberais. Outros 14% são
autônomos. Outro dado relevante destaca que o
estado de São Paulo representa 32% dos usuários
do Hábil, seguido por Minas Gerais e Rio de
Janeiro.
“Em 1999, quando
ainda nem se falava em inclusão digital, a
Koinonia decidiu distribuir gratuitamente uma
versão de controle financeiro do software Hábil,
que era o carro- chefe da empresa. Essa nova
versão permitiria trabalhar com controle do
fluxo de caixa, de contas a pagar e a receber,
com controle de contas bancárias, agenda de
contatos e compromissos, cadastros de produtos,
clientes e fornecedores, além de vários outros
recursos. Mais do que simplesmente colocar o
programa à disposição, decidimos também que a
empresa forneceria suporte totalmente gratuito,
via e-mail, aos seus usuários”, informa .
Além do software
gratuito, a empresa tem ainda a versão Plus do
programa, também dirigido às mciro, pequenas e
médias empresas. O produto adiciona ao seu rol
de serviços o recurso controle de estoque. “Para
isso, o usuário paga R$ 219 pela licença de uso,
sem outros custos com mensalidades, tendo ainda
suporte via e-mail gratuito. A versão Plus conta
ainda, além do serviço controle de estoque, com
ferramentas que permitem trabalhar com ordens de
serviço, orçamentos, pedidos ao fornecedor e
controle de condicionais”, afirma Eldinei Viana
.
Segundo ele,
somente oferecer um software gratuito não é
diferencial para nenhuma empresa. Se o produto
não tiver qualidade, não for prático e de fácil
uso, ele morre sozinho. “Já vimos isso acontecer
com uma série de produtos que foram lançados”,
diz ele, ressaltando que vê com bons olhos a
iniciativa do Sebrae e do Banco do Brasil de
oferecer programas semelhantes gratuitamente às
pequenas empresas. Ter outras opções é muito bom
para o usuário e, também, para o desenvolvedor,
que tem de ficar atento constantemente à
qualidade. “É importante, no entanto, que a
empresa tenha como dar suporte ao usuário do
software. Do contrário, ele pode se prejudicar
na hora em que mais precisar”, diz ele,
complementando que a Koinonia é hoje uma
candidata natural na licitação que o Sebrae vai
fazer para apontar empresas que desenvolverão o
programa. “Temos conhecimento adequado sobre o
mercado de gestão empresarial para pequenas
empresas e queremos colocar isso à disposição do
país".