Em meio ao tiroteio
ocorrido no início da semana numa reunião entre o Sebrae e as
entidades que representam o setor de software (Abes Assespro,
Fenainfo e Softex), sobre o projeto de distribuição de um
software gratuito para micro e pequenas empresas, um dado foi
colocado pelo presidente da Fenainfo, Maurício Mugnaini: um
fornecedor desta solução, cujo nome ele não revelou, estaria se
prontificando a distribuir 400 mil cópias gratuitamente ao Sebrae,
caso o projeto fosse a frente.
Assim, Mugnaini
explicou que não haveria razão para o Sebrae e o Banco do
Brasil gastarem R$ 3,4 milhões com a contratação de um desenvolvedor
para este software. O que pareceu uma novidade naquele momento,
sabe-se hoje que não é.
Desde 1999 a Koinonia
Software, criadora do software Hábil, já distribuiu cerca
de 3,77 milhões de cópias gratuitas desta solução.
Segundo dados de uma
pesquisa que a empresa fez com 22 mil usuários, 57% deles
são formados por micros e pequenos empresários e profissionais
liberais, e mais 14% são autônomos. O Estado de São Paulo
representa 32% dos usuários do Hábil, seguido por Minas Gerais
e Rio de Janeiro.
Eldinei Viana,
um dos sócios-fundadores da empresa, conta que em 1999 decidiu
distribuir gratuitamente a versão de controle financeiro do Hábil,
que se transformou no "carro chefe" da empresa. A solução
permitia recursos como o controle do fluxo de caixa, contas a
pagar e a receber, controle de contas bancárias, agenda de contatos
e compromissos, cadastros de produtos, clientes e fornecedores,
entre outras funcionalidades.
Em paralelo à
distribuição gratuita Viana também decidiu oferecer o
suporte totalmente sem custo via e-mail aos seus usuários. E
assim é desde Julho de 1999.
A remuneração
da Koinonia Software vem no oferecimento de uma versão
"Plus", em que a empresa adiciona no ERP o controle de estoque, por
um preço de R$ 219,00 a licença de uso, sem
mensalidades e com suporte via e-mail gratuito. Também estão
inseridos nesta versão aplicações de controle de
estoque, ordens de serviço, orçamentos, pedidos ao fornecedor,
controle de condicionais entre outras opções.
"Para nós, a versão
gratuita do Hábil é a nossa propaganda, a nossa divulgação",
afirma Viana. "Somente dar um software gratuitamente não é o
diferencial, nem suficiente. Se esse software não tiver qualidade,
não for prático, não for fácil de usar, o software vai morrer
sozinho. Vimos isso acontecer com uma série de 'concorrentes' que
foram lançados depois do Hábil", complementa Viana.